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15 fev

Em 2011, preste atenção em: Interfaces mais humanas

Postado por Vitor | Categoria: Tendências | Nenhum comentário Tags: , , , ,

Pessoal, para a terceira tendência de novas mídias, escolhemos um assunto muito simpático: interfaces mais humanas. O que exatamente isso quer dizer? Pense naquele programa de computador com o qual você nunca aprendeu a trabalhar. São submenus dentro de submenus, botões por todos os lados e tantas opções que você se sente perdido só de lembrar. Pois bem, neste post nós vamos falar exatamente do contrário: aplicativos, jogos e produtos tão fáceis de mexer que você tem a impressão de que já nasceu sabendo.

Essa é a grande base das chamadas interfaces mais humanas. Elas permitem que você tenha o máximo de aproveitamento com o mínimo de dor de cabeça. Isso só é possível porque as empresas estão começando a entender a importância do design para os negócios. Consumidores estão muito mais dispostos a gastar tempo e dinheiro com produtos que são agradáveis de manusear e fáceis de operar.

Foi esse pensamento que levou a Apple, por exemplo, a desenvolver o iPhone e, mais recentemente, o iPad. Ambos representaram avanços admiráveis rumo a uma interface mais humana, em seus respectivos segmentos. Prova disso é o trabalho que as outras empresas estão tendo para oferecer uma concorrência que atraia os consumidores, como os lançamentos de outras tablets e smartphones que também procuram ter uma curva de aprendizado mais amigável.

Mas também é possível levar essa ideia para além de telas sensíveis ao toque. O maior exemplo disso está nos videogames. Em 2006, o Nintendo Wii já mostrava isso com seus controles que dependiam mais dos movimentos do corpo do jogador do que dos seus dedos. Aí, em 2010, veio a Microsoft e disse “mas jogar usando um controle?” e lançou o Kinect, que dispensa o uso de qualquer dispositivo de controle que não seja o próprio jogador. A ideia fica mais fácil de visualizar com o vídeo abaixo:

“Certo, isso é tudo muito legal, mas e o nosso Brasil, como fica?”, vocês podem estar pensando. Pois saibam que nós também já demos alguns passos na direção desse conceito. Um exemplo muito interessante aconteceu na última Campus Party, evento que reuniu milhares de profissionais e entusiastas de novas tecnologias. Para o evento, foi desenvolvido o cartão “Curti na Campus Party”. Bastava que o usuário se cadastrasse no site e passasse o cartão nos sensores disponíveis nas atrações para que o Facebook dele fosse atualizado, indicando que ele “curtiu” aquilo, sem precisar sequer ligar um computador. Nós já falamos desse cartão no segundo post da série (Em 2011, preste atenção em: interação entre Virtual e Real), mas acreditamos que ele é, também, um importante passo do nosso mercado rumo às interfaces mais humanas.

Com todos esses exemplos, fica fácil perceber por que nós acreditamos que as interfaces mais humanas vão bombar em 2011. Agora, cabe a nós encontrar maneiras de trazer esse conceito para a Comunicação, gerando resultados melhores tanto para clientes quanto para consumidores.