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31 mar

Web 2.0 Expo – Terceiro Dia: Web 3.0 e o Futuro do Comércio

Nesta quarta (30), ocorreu o terceiro dia da Web 2.0 Expo, em São Francisco. Além das diversas palestras sobre Design, Programação, Redes Sociais e Marketing que aconteceram durante todo o dia, foram realizados Keynotes no final da tarde, com o objetivo de responder como será a Web 3.0 e como as marcas podem se beneficiar desta nova revolução que está acontecendo na Internet.

Reid Hoffman, fundador do LinkedIn, uma rede social para compartilhamento de interesses profissionais que teve o Brasil como país de maior crescimento em audiência no ano passado, deu seus palpites sobre como será a Web 3.0. Para ele, ela será diferente da versão 2.0, em que as pessoas deixaram de consumir para gerar conteúdo em blogs e redes sociais. Na 3.0, as pessoas começarão a gerar mais informações e agrupá-las por conta, não se limitando a um serviço ou plataforma. Ou seja, cada internauta passa a ser uma espécie de portal de notícias, produzindo ou compartilhando informações para seus amigos. Além disso, os internautas publicarão e visualizarão as informações onde e quando bem entenderem, seja em um site de notícias, um agregador de redes sociais, um aplicativo para SmartPhone ou na porta da geladeira.

Quanto a mobilidade, Raven Zachary palestrou durante a tarde sobre “um ano de iPad”, o tablet da Apple que foi apresentado ao mundo no começo de 2010 e foi apontado pelos analistas como um fracasso, mas acabou criando um novo nicho, uma nova necessidade nas pessoas e preocupação em fabricantes de computadores. Aparelhos como este, segundo Zachary e Hoffman, já se tornaram plataformas de produção e consumo de conteúdo. Os usuários que as utilizam não se importam com que site estão usando, mas sim com o conteúdo que estão publicando ou recebendo.

Esta despreocupação em não mais se limitar a sites específicos pode ser notada em diversos serviços que já utilizam como forma de autenticação as informações do Facebook e Twitter. Várias redes sociais que estão surgindo já usam tal integração para evitar aborrecimentos na hora de criar novo usuário e senha. Outros serviços, como o Mint.com, conectam-se à conta bancária dos usuários e geram gráficos de desempenho financeiro do mês sem que o usuário precise adicionar cada uma de suas transações com cartão.

Foco na informação e despreocupação sobre onde e como ela está pode ser uma grande oportunidade para o comércio. O “e-commerce” está deixando de ser somente virtual e está cada vez mais se integrando com os pontos de venda físicos, tornando as lojas virtuais parte integrada de todo o sistema de vendas das empresas.

Para Osama Bedier, do Google, o e-commerce já está mudando e, nesta fase de transição, sairão na frente marcas que focarem em formas de pagamento digital. O pagamento com cartão de crédito muitas vezes demora ou gera problemas que podem resultar em perda de venda. Meios digitais que já armazenam as informações do Cartão, como PayPal e Google Checkout facilitam a venda e ajudam a aumentar as vendas por impulso, já que o fechamento do pedido fica a apenas um clique.

Para Bedier, os estoques das lojas, físicas e on-line, precisam estar sempre na Web, para que qualquer pessoa possa, em tempo real, saber se o produto realmente está disponível na loja, realizar a compra on-line ou, ainda, escolher a loja mais próxima para buscá-lo pessoalmente.

Ainda sobre E-commerce, Bedier finalizou dizendo que as lojas precisam se unificar e, através de uma espécie de login único, integrado com redes sociais, facilitar a compra e a relação com os consumidores. Isso serviria para aproveitar informações deixadas por eles em seus perfis sociais para oferecer promoções exclusivas e relevantes. Além disso, com lojas integradas às Redes Sociais, usuários podem compartilhar produtos e experiências, transformando seus perfis em canais de venda.

15 fev

Em 2011, preste atenção em: Interfaces mais humanas

Postado por Vitor | Categoria: Tendências | Nenhum comentário Tags: , , , ,

Pessoal, para a terceira tendência de novas mídias, escolhemos um assunto muito simpático: interfaces mais humanas. O que exatamente isso quer dizer? Pense naquele programa de computador com o qual você nunca aprendeu a trabalhar. São submenus dentro de submenus, botões por todos os lados e tantas opções que você se sente perdido só de lembrar. Pois bem, neste post nós vamos falar exatamente do contrário: aplicativos, jogos e produtos tão fáceis de mexer que você tem a impressão de que já nasceu sabendo.

Essa é a grande base das chamadas interfaces mais humanas. Elas permitem que você tenha o máximo de aproveitamento com o mínimo de dor de cabeça. Isso só é possível porque as empresas estão começando a entender a importância do design para os negócios. Consumidores estão muito mais dispostos a gastar tempo e dinheiro com produtos que são agradáveis de manusear e fáceis de operar.

Foi esse pensamento que levou a Apple, por exemplo, a desenvolver o iPhone e, mais recentemente, o iPad. Ambos representaram avanços admiráveis rumo a uma interface mais humana, em seus respectivos segmentos. Prova disso é o trabalho que as outras empresas estão tendo para oferecer uma concorrência que atraia os consumidores, como os lançamentos de outras tablets e smartphones que também procuram ter uma curva de aprendizado mais amigável.

Mas também é possível levar essa ideia para além de telas sensíveis ao toque. O maior exemplo disso está nos videogames. Em 2006, o Nintendo Wii já mostrava isso com seus controles que dependiam mais dos movimentos do corpo do jogador do que dos seus dedos. Aí, em 2010, veio a Microsoft e disse “mas jogar usando um controle?” e lançou o Kinect, que dispensa o uso de qualquer dispositivo de controle que não seja o próprio jogador. A ideia fica mais fácil de visualizar com o vídeo abaixo:

“Certo, isso é tudo muito legal, mas e o nosso Brasil, como fica?”, vocês podem estar pensando. Pois saibam que nós também já demos alguns passos na direção desse conceito. Um exemplo muito interessante aconteceu na última Campus Party, evento que reuniu milhares de profissionais e entusiastas de novas tecnologias. Para o evento, foi desenvolvido o cartão “Curti na Campus Party”. Bastava que o usuário se cadastrasse no site e passasse o cartão nos sensores disponíveis nas atrações para que o Facebook dele fosse atualizado, indicando que ele “curtiu” aquilo, sem precisar sequer ligar um computador. Nós já falamos desse cartão no segundo post da série (Em 2011, preste atenção em: interação entre Virtual e Real), mas acreditamos que ele é, também, um importante passo do nosso mercado rumo às interfaces mais humanas.

Com todos esses exemplos, fica fácil perceber por que nós acreditamos que as interfaces mais humanas vão bombar em 2011. Agora, cabe a nós encontrar maneiras de trazer esse conceito para a Comunicação, gerando resultados melhores tanto para clientes quanto para consumidores.

02 mar

Tablets e a Mídia Impressa

Postado por Fernando | Categoria: Tendências | Nenhum comentário Tags: , , ,

Com a entrada da Apple (com o iPad) e da Microsoft (com o Tablet HP), o mercado de Tablets promete aquecer muito em 2010. Com eles, as revistas e jornais terão concorrentes de peso para suas versões impressas, porém poderão ter um aliado forte para ajudar a distribuir conteúdo  de uma forma mais prática e interativa.

Nesta semana, a Wired Magazine mostrou ao mundo a versão Tablet. Utilizando tecnologia da Adobe, a versão se mostra muito interativa, sem perder a indentidade de Revista. Confira a demonstração abaixo:

Engana-se quem acha que levar revistas para Tablets e E-readers será simplesmente “fazer um PDF” e disponibilizar ao público. Para disputar lado a lado com sites de notícias, blogs e redes sociais, as revistas terão de reinventar, criando exemplares interativos e ricos em conteúdo multimídia.

Para as agências digitais, esta novidade trás o desafio de pensar em novas formas de interação, já que os Tablets possibilitarão peças mais interativas e facilidade na mensuração dos resultados.